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Os raios de sol têm câmeras nas mãos e bolas nos pés

  • 30 de mai. de 2016
  • 3 min de leitura

Era apenas mais um dia maçante, marcado pela tão cinza e murcha rotina semanal na qual eu me encontrava. Provas, trabalhos e uma noite mal dormida seriam abriam as portas de uma semana corrida, típica de um final de semestre. Apesar de estarmos no meio da primavera, a estação das cores, flores e renascimento; tudo o que eu via eram os frios e sólidos prédios de concreto nos quais eu passaria o dia dentro.

Após o meu café da manhã, que se resume em meio pão com queijo e um copo de suco, fiquei no meu quarto e de debrucei sobre os infinitos slides de Lógica e Argumentação e procurei inspiração para os textos de Hipertexto e Audiojornalismo. Com tanta coisa na cabeça, claro que perdi a hora. Coloquei a primeira roupa que encontrei, enfiei tudo o que estava ao meu alcance na minha clássica mochila preta e corri para o ponto de ônibus, na vã esperança de que este, assim como eu, estivesse atrasado.

Foi aí que as cores da primavera começaram a aparecer. Cheguei ao ponto na hora exata em que o meu ônibus azul virava a esquina. Com uma mistura de alivio e alegria, entrei no ônibus e sentei bem no fundo, a fim de não se incomodada. Resolvi passar o tempo da viagem no meu Facebook, que havia passado a manhã toda despercebido. Mas foi quando olhei a data na tela inicial do meu celular que a maior surpresa de todas aconteceu.

O dia, de repente, ficou lindo, iluminado e cheio de vida. Tudo porque o meu celular apontava o dia 9 de novembro. Era o lançamento do documentário que eu mais esperava: o de Cristiano Ronaldo. Esperava este dia desde o anuncio de que Anthony Wonke (diretor), Paul Martin, James Gay-Rees e Asik Kapadia (produtores), contariam a história de ninguém mais, ninguem menos, do que o meu maior ídolo do mundo esportivo e, quem sabe, também fora dele.

Acompanho a carreira do Cris desde 2009, quando ganhou a sua primeira bola de ouro e jogava no Mancherter United. Sendo assim, achei quase inaseitável não ter me lembrado assim que acordei do lançamento de seu documentário, no Leicester Square (Londres) que, para a minha alegria de fã, teria a premiere transmitida ao vivo.

Havia encontrado a luz no fim do túnel. Não me importava mais em ter quatenta mil coisas para fazer, pois dentro de algumas eternas horas, eu poderia aconpanhar em tempo real o lançamento de um documentário que mostraria em detalhes a história do meu ídolo. Uma forma real e contrata de estar mais próxima e por que não dizer, mais íntima, do “meu” Cris.

O dia não foi mais o mesmo. Checava as horas sem parar, as aulas pareciam uma eternidade, nem ir para o estúdio de rádio me fazia querer passar mais um segundo na faculdade. Até que, com muita demora, o meu celular marcou 17h40 e eu poderia, finalmente me dedicar apenas à premiere. Não que eu não tivesse feito isso durante as aulas. Consegui deixar o meu celular quase sem bateria por causa da minha sede por novas informções.

Cheguei em casa às 18h30, logo, tinha meia hora para deixar tudo pronto. As 19h em ponto começou a transmissão e o meu surto como fã. Podia jurar que eu estava em Londres também, que assistiria ao documentário ao lado do meu ídolo. Chorei, me emocionei e mediverti. Mas, até os melhores acontecimentos chegam ao fim.

Com muita relutância, me direcionei as tarefas da faculdade, afinal a rotina não pára nem para o nosso descanso mais do que merecido. Porém, algo havia mudado. Havia outro motivopara eu desejar um novo dia. Com certeza, muito em breve, o documentário Ronaldo estaria disponível na Internet (já que elenão veio para os cinemas brasileiros). Aí eu poderei ter mais um raio de sol em meio a minha escura rotina.

 
 
 

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Sobre Mim

Aspirante a jornalista, apaixonada por cinema, esportes, livros e viagem.

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